DC Comics confirma que a série Deadman vai durar o dobro do planejado.
Boas notícias nunca chegam sozinhas para os fãs da DC Comics. Enquanto o Absolute Batman e o Universo Absoluto dominam as conversas do momento, com tanto sucesso que a editora chegou a tomar medidas contra cambistas, outra série tem chamado atenção por méritos próprios: The Deadman se tornou um dos títulos mais comentados da linha DC Next Level.
E agora, com o terceiro número chegando às bancas no início de agosto, a DC Comics anunciou uma mudança significativa nos planos originais: o que seria uma série limitada de seis edições foi oficialmente expandido para 12 números. A demanda dos leitores falou mais alto, e a editora simplesmente dobrou a aposta.
Ficha técnica: The Deadman #3
– Roteiro: W. Maxwell Prince
– Arte: Martín Morazzo
– Colorização: Chris O’Halloran
– Letreiramento: Good Old Neon
– Capa: Martín Morazzo
– Colorização da capa: Chris O’Halloran
– Páginas: 32
– Preço nos EUA: US$ 3,99
A série ganha fôlego — e mais seis edições
A extensão da série é mais do que bem-vinda. The Deadman #3 promete manter os leitores grudados nas páginas, aprofundando ainda mais o terreno estabelecido nos dois primeiros números.
A sinopse oficial entrega o tom característico da série, com uma linguagem elaborada e carregada de ironia sombria: “O Deadman no Inferno! Ou… a terceira edição desta mórbida disquisição sobre a atrito e desgaste da condição humana, que, na tradição semanal, exibe uma colorida mostra sobre certa emissão de gráfica. Aqui, por ordem de um oculista anônimo, observe atentamente esta visão de nossa aparição titular, armada, como bem se lembra, de erudição recém-adquirida, tentando sobreviver, pela vontade de outrem, a uma missão perigosa e sombria pelas condições sibilantes e estigianas da putrefata e encrostada Perdição.”
A sinopse prossegue descrevendo uma espécie de “nova encarnação, representada como uma convulsão viva e respirante do tamanho de um país”, repleta de “composições doentias”, “sedições pirotécnicas e perniciosas”, “dentição saliente e horripilante” e “deglutição demoníaca ambiciosa de gárgulas e fantasmas em decomposição”, além de posições físicas impossíveis que “qualquer médico consideraria obra de mágicos”. O tom exagerado e teatral é parte essencial do charme da série.
Quem é o Deadman?
Para quem ainda não conhece o personagem, vale uma apresentação. O Deadman é o espírito de Boston Brand, um trapezista de circo que foi assassinado por um atirador misterioso durante uma de suas apresentações. Após a morte, a divindade Rama Kushna o ressuscitou como um fantasma com um propósito: vingar seu próprio assassinato. Invisível para os mortais e com a habilidade de possuir corpos humanos, Boston Brand é um dos personagens mais singulares do universo DC, situado no cruzamento entre o sobrenatural e a busca por redenção.
O roteirista comemora a repercussão. W. Maxwell Prince, responsável pelo roteiro da série, celebrou a extensão com entusiasmo mais que justificado:
“A resposta à nossa história do Deadman tem sido simplesmente revigorante para o espírito. Estamos nos divertindo muito ao dar nova vida a Boston Brand e ao seu mundo purgatório… e ainda não estamos prontos para desistir do fantasma. Aqui vai para mais seis edições de monstros, mantras e matemática mística!”
O fato de a DC Comics ter dobrado a encomenda de The Deadman diz muito sobre o sucesso inesperado da série, embora, para quem acompanhou desde o início, não haja nada de surpreendente nisso. A série encontrou seu público, e esse público claramente quer mais.
