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Resenhas Seriados The CW

Batwoman | Primeiras impressões sobre o futuro promissor do Arrowverso na TV

Apesar de ter sido apresentada durante o último grande crossover entre as series da CW, chamado Elseworlds, Kate Kane recebe uma nova introdução durante o piloto de estreia de Batwoman, e graças a isso, o início da mais nova produção ambiciosa da Warner Television sofre com cortes exagerados e narrativa corrida.

Abandonada pelo Batman há quase 3 anos, Gotham está prestes a ganhar uma nova heroína.

Kate Kane (Ruby Rose) nunca planejou ser a nova vigilante de Gotham. Três anos depois de Batman ter desaparecido misteriosamente, Gotham é uma cidade em desespero. Sem o Cruzado Encapuzado, o Departamento de Polícia de Gotham City foi invadido e desarmado por gangues criminosas. Jacob Kane (Dougray Scott) e seu Crows Private Security, que agora protege a cidade com poder de fogo e milícia onipresentes. Após um desonroso afastamento da escola militar e anos de treinamento brutal de sobrevivência, Kate retorna para casa quando a gangue de Alice no País das Maravilhas atinge seu pai e sua empresa de segurança, sequestrando sua melhor policial, Sophie Moore (Meagan Tandy). Para ajudar sua família e sua cidade, Kate terá que se tornar a única coisa que seu pai detesta – um vigilante dos cavaleiros das trevas.

Com essa sinopse, a série promete um início promissor, e isso definitivamente é entregue nos 40 minutos que correm pelo primeiro episódio, que apesar dos cortes corridos, consegue deixar uma boa impressão e um potencial para o futuro do seriado, lembrando até mesmo inícios controversos como Arrow e Supergirl, também do mesmo canal e universo conectado.

Ruby Rose como Kate Kane demora para se sentir confortável, suas primeiras cenas são mornas e fazem o mínimo de esforço para realmente apresentar a personagem e suas motivações, algo que acontece ao final do episódio inicial. Rose começa a se soltar, e curiosamente, parece se entregar mais quando está escondida atrás do manto do morcego.

Seu elenco de apoio não tem grandes destaques, Dougray Scott não parece motivado, e não consegue vender os problemas pessoais que seu personagem, o patriarca da família Kane, manteve do passado. Suas cenas com Ruby são tão geladas quanto o lago congelado que aparece no início do episódio.

Já a grande arqui-inimiga de Kate, Alice, é responsável pelas melhores cenas desse piloto, com uma performance com claras influências na Arlequina, Alice consegue ser engraçada e perigosa. Com suas motivações são mantidas em segredo até o último minuto do EP. Rachel Skarsten carrega a responsabilidade de manter o interesse do público pelo menos até o próximo episódio da série, sendo ela a personagem mais carismática até o momento.

O enredo da temporada não é aprofundado aqui, com exceção ao minuto final, tudo não passa de uma escada para colocar Kate em um traje e faze-la saltar pelos prédios de Gotham o mais rápido possível, resultando em algo corrido, e desconexo, mas não deixa de ser animador.

Batwoman chega 8 anos após o início do Arrowverso. Com séries chegando ao seu final, a promessa de manter o legado começa aqui, mas não te convence logo à primeira vista. O que o episódio piloto faz com bastante sucesso é te manter interessado em saber até onde essa nova aposta pode chegar. É necessário paciência, atenção e boas intenções, contudo, a série é uma boa adição e se iguala a outras produções do canal que conseguiram conquistar seu espaço, começando praticamente com os mesmos paços infalsos mas com o futuro promissor

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