A terceira temporada de “Patrulha do Destino” se aproxima, trazendo com ela toda a loucura e bizarrice característica do programa, essencial para a construção de sua legião de fãs. Porém, apesar de seu carisma e qualidade acima da média, a série ainda não chamou a devida atenção do grande público, que muitas vezes nem sabe de sua existência. 

Pensando nisso, o Terraverso veio aqui para te mostra o porquê todes devem assistir a melhor e mais divertida série do gênero de super-heróis da atualidade. 

*Atenção! A lista abaixo contém spoilers pontuais e fora de contexto.*  

1 – Não é uma série comum de super-heróis…

Antes de mais nada, é importante explicar que Patrulha do Destino não é uma série de heróis convencional. Sua trama foca muito mais na reabilitação de seus personagens em contra ponto com um mundo fantástico e anormal. 

Os episódios, por mais eletrizantes que sejam, possuem uma atmosfera introspectiva e intimista. A produção até utiliza de elementos do gênero, como grandiosas e bem coreografadas cenas de ação, personagens com poderes visualmente impressionantes e discursos motivacionais que levam os protagonistas a se erguerem contra uma sombria ameaça, mas tudo isso nunca se torna o real foco da série. Os conflitos internos são mais importantes que as ameaças exteriores. 

2 – As estrelas do show…

Patrulha do Destino foi agraciada com um elenco excepcional, que vão desde grandes nomes do cinema, como o antigo 007, Timothy Dalton como o Dr. Niles Caulder, a atores em ascensão em Hollywood. Todos eles têm seu talento devidamente explorado, com o roteiro que dá o devido espaço para cada um, dividindo muito bem os holofotes. 

O elenco principal é composto por: Brendan Fraser como a voz Cliff Steel, Diane Guerrero como Crazy Jane, April Bowlby como Rita Farr, Matthew Bomer como a voz de Larry Trainor, Joivan Wade como o Cyborg e Alan Tudyk como o maligno Senhor Ninguém.

Também vale o destaque para o excelente trabalho dos atores Riley Shanahan e Matthew Zuk, que são responsáveis pela performance física do Homem-Robô e do Homem-Negativo, respectivamente. 

3 – Enfrente os seus demônios…

Como dito, os dilemas internos são o grande foco da série. Todos os personagens são atormentados por seus demônios do passado. A jornada de cada personagem é única e a série dá o devido tempo para que cada um deles evolua como indíviduo, e com isso melhore na coletividade. Entendendo que, não existem saídas fáceis e que traumas não são curados da noite para o dia. 

É uma serie sobre pessoas quebradas, que são tiradas de sua zona de conforto através de eventos fora do comum, eventos esses que são como escadas para que, só assim, eles aprendam e perdoem seus erros passados. Pode-se dizer que Patrulha do Destino na realidade é uma grande sessão de terapia diante de nossos olhos. 

4 – No meio da moralidade…

Com grandes traumas, a moralidade do ser é distorcida! Os personagens da Patrulha do Destino estão em constante evolução e amadurecimento, o que significa que eles possuem uma neutralidade ética constante, não sendo perfeitos e cometendo erros ao longo do caminho. 

A série usa isso como um sinal de humanidade, eles não são vilões por conta disso, mas seus atos possuem peso e consequências a curto ou médio prazo. E isso é incorporado em suas cruzadas pessoais e ecoam no restante da série. 

5 – Representatividade feita do jeito certo…

Um dos maiores trunfos de Patrulha do Destino é a sua representatividade. Existe um cuidado e consciência na hora de representar o mundo, mostrando que ele não é composto exclusivamente por homens brancos heterossexuais e cisgênero. 

Um dos grandes diferenciais da série é traçar um paralelo ao inserir personagens portadores de deficiência ou neuro divergentes como protagonistas. Um dos grandes destaques é Cliff Steel, o Homem-Robô, que já no primeiro episódio passa por um processo de reabilitação e entendimento da sua nova realidade. 

6 – Danny, a Rua…

Ainda falando de representatividade, precisamos destacar Danny, uma rua senciente não-binária queer e que serve como refúgio para pessoas ditas como “perdidas e esquecidas”, com uma bela comunidade LGBTQIA+ vivendo dentro de si. 

Os episódios em que elu é destaque sempre possuem uma áurea de liberdade, com direito a catárticos momentos musicais e uma mensagem linda de autoconhecimento. A série sabe pautar discursos importantes sobre causas sociais que permeiam a comunidade, normalmente ditos por Maura Lee Karupt (Alan Mingo Jr.), uma drag queen preta e fiel companheira de Danny. 

7 – Senhor Ninguém…

Existem diversos personagens incríveis e multidimensionais em Patrulha do Destino, mas, toda série de heróis que se prese precisa de um vilão a altura de seus protagonistas, e aqui que entra o perverso Senhor Ninguém, um vilão muito diferente do habitual, que age pelas sombras, torturando os nossos patrulheiros ao usar seus traumas contra eles.  

Tendo um humor sádico somado aos seus poderes de escala divina e sua onisciência, o vilão não polpou meios para obter os seus objetivos e, por mais cruel que seja as suas ações, seu carisma o torna um dos melhores e mais divertidos personagens de toda a série. 

Vale ressaltar que sua onisciência vai muito além do universo da série. O Senhor Ninguém sabe que é parte de um mundo fictício baseado em uma história em quadrinhos e tira proveito disso para não só ter controle da narrativa, mas também para se comunicar com aqueles que estão assistindo. 

8 – Indo a fundo na piração…

Como já deve ter percebido, Patrulha do Destino é composta por elementos fantásticos tirados direto das partes mais singulares das páginas dos quadrinhos, fazendo um dos melhores exercícios de adaptação do gênero de heróis, não tendo medo do absurdo, a série mergulha direto nele. 

Existem diversas sidequest’s ao longo das duas temporadas do programa, que vão desde burros que são portais interdimensionais, culto apocalíptico de livro não escrito, demônios sexuais e monstros imaginários feitos de cera de vela. A grande graça da série é que tudo é possível!

9 – Design de produção…

Para fazer esse mundo um lugar crível, existe um cuidado não apenas no roteiro para não se perder em meio a maluquice, mas também do departamento de design de produção, que materializa as ideias e conceitos abstratos do roteiro. 

Os cenários, o trabalho de maquiagem e a escolha por mesclar efeitos práticos e visuais, tudo é devidamente pensado e elaborado com uma extrema precisão de detalhes, dando vida e carisma a série, com personalidade aos personagens para além da atuação. Dos cômodos da Mansão Destino ao monastério do demônio Shadowy Mister Evans, tudo é feito nos mínimos detalhes. 

10 – Referências e participações especiais…

Por fim, a série é repleta de detalhes e referências ao universo da DC que vão desde a espada “Matadora de Deuses” de ‘Mulher-Maravilha’ (2017) na sala de troféus da Patrulha, a rostos que fazem parte da história do grupo nas HQ’s, como Joshua “Josh” Clay (Alimi Ballard), a identidade secreta do herói Tempest. 

Uma dessas referências, que acabou se tornando uma piada na série, é a presença constante do personagem Steve Larson, o maligno vilão Homem-Animal-Vegetal-Mineral e sua cabeça senciente de dinossauro, Denise. Ambos fazem sua estreia no episódio Puppet Patrol, e nunca mais somem de vista, sempre aparecendo de relance ou ao fundo, tendo sua própria jornada contada em fragmentos. 

A terceira temporada de Patrulha do Destino terá estreia simultânea no Brasil e nos EUA, pelo streaming HBO Max, a partir do dia 23 de setembro.

Sobre Marcos

Olá! Meu nome é Marcos, sou de Simões Filho/BA. Estou cursando direito na UNIME, mas tenho um grande amor pelo jornalismo. Atualmente tenho um podcast, o Sabor de Ambrosia, o meu pequeno bebê. Sou um grande fã da DC desde que me entendo por gente. Tudo começou com as animações do SBT e de lá pra cá não consigo viver sem. O meu herói favorito é, sem sombra de dúvidas, o Superman, o precursor do movimento, mas tenho um coração grande o bastante para todo esse extenso e lindo universo.

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