Arrowverso | Representatividade LGBT+ nas séries da DC

Lembramos você cara leitora, caro leitor e care leitore que durante o mês de junho é celebrado o mês do orgulho LGBT+  e hoje, dia 28 é comemorado o Dia do Orgulho LGBT+. Para isso, listamos alguns personagens e casais do Arrowverso inserido no universo das séries da DC.

Anissa e Grace (Nafessa Williams e Chantal Thuy, respectivamente) são duas mulheres abertamente lésbicas e durante as temporadas da série sofreram com algumas idas e vindas e acontecimentos que abalaram a relação das duas. A série toca em alguns temas importantes e Anissa representa algumas destas pautas como o racismo e a visibilidade lésbica.

Casamento de Anissa e Grace/ Raio Negro.

Em Supergirl, Sara é irmã da personagem título e tem grande destaque na trama. Ela trouxe o tema de “saída do armário” ao se assumir lésbica durante os episódios. Este arco da personagem se deu após ela se sentir atraída por sua amiga, Maggie Swayer (Floriana Lima). O enredo rendeu discussões como esta autodescoberta, que provavelmente muitos jovens e adultos passaram ou ainda vão passar em suas vidas. Além disso, a atriz Chyler Leigh, que dá vida à Sara, declarou que se descobriu LGBT+ durante a trama. Em uma postagem em seu Instagram, ela disse “Meu coração parecia que ia explodir do meu peito em cada tomada que filmávamos, a cada oportunidade tirando aquelas palavras sinceras da minha boca. Apesar de que não representam meu diálogo pessoal, o coração por trás disso representa”.

Alex e Maggie/ Supergirl.

Porém, quando falamos em protagonismo LGBT+ no Arrowverso, certamente Kate Kane, a Batwoman, não poderia ficar de fora. A série protagonizada, até então por Ruby Rose, nos traz uma mulher lésbica e judia  como a vigilante de Gotham. Ao longo da primeira temporada várias discussões são levantadas, como a Lgbtfobia, autodescoberta e aceitação.

Kate Kane/ Batwoman.

Grande parte das vezes, estamos acostumados a ver super-heróis homens, brancos e heterossexuais. Mas ao longo do tempo isso foi mudando e hoje, em 2020, apesar de ainda existirem muitos e reinvindicações pela população LGBT+, devemos celebrar personagens como Curtis Holt (Echo Kellum), o Senhor Incrível de Arrow. Desde que apareceu, o cientista  foi introduzido de modo natural e sempre deixou explícito que era gay e casado.

Curts Holt/ Arrow.

Falando em Arrow, devemos pontuar que existem dois atores abertamente gays no elenco da série, como Colton Haynes (o Arsenal) e John Barrowman (o vilão Malcolm Merlyn).

Voltando um pouco no tempo, especificamente em 2007, vimos o primeiro personagem gay em uma série de super-herói. Collin, interpretado por Jason Poulsen, fazia parte do elenco das temporadas 7 e 8 de Smallville. O personagem foi pouco explorado, mas isso de forma alguma diminui sua importância e representatividade.

Collin/ Smalville

Basta darmos play em qualquer série do Arrowverso que iremos nos deparar com algum personagem não-hétero, como é o caso dos protagonistas de Legends of Tomorrow, Sara Lance e Constantine.

Sara, interpretada por Caiyt Lotz, foi uma personagem criada exclusivamente para as séries. Ela é a irmã mais nova de Laurel Lance e ja atuou como Canário Negro, mas atualmente encarna a Canário Branco na equipe das Lendas do Amanhã. Ela teve um relacionamento com Oliver Queen, o Arqueiro-Verde, mas acabou envolvendo-se com Ava Sharpe.

Canário Branco/ Legends of Tomorrow.

John Constantine (Matt Ryan) é um personagem muito conhecido pelos fãs da DC, o mago ao longo dos anos teve alguns pares românticos famosos, como a Zatanna, mas também envolveu-se em relacionamentos homoafetivos.

Constantine/ Legends of Tomorrow.

Temos muito que avançar no quesito representatividade, mas tenho certeza que para uma pessoa trans, assistir Supergirl e se deparar com a atriz Nicole Maines no papel de Nia Nal (Sonhadora) deve ser algo incrível, pois é espetacular ver uma pessoa trans tanto em cena quanto na vida real atuando como uma super heróina. Maines foi a primeira mulher trans a interpretar uma super heroína na TV. A atriz, que desde cedo envolve-se com o ativismo, declarou recentemente em entrevista que espera a presença de mais pessoas como ela nas produções. Neste caso, não somente em cena, como também em cargos de produção e direção.

Nicole Maines.

MAIS atores e personagens diversos nestas produções é o que esperamos para o futuro. Apesar de estarmos celebrando a representatividade, admitimos que ainda existe um longo caminho a seguir para que pessoas LGBT+ sejam vistas com naturalidade dentro das produções, neste caso, nas séries audiovisuais. Representar algo, em si, significa “dar voz, falar por” então é de extrema importância que estas mídias dialoguem com seu público e deem visibilidade a todos.

Para finalizar, acrescentaria que ser LGBT+ em hipótese alguma deveria ser motivo de vergonha, por isso saliento a palavra ORGULHO. Muito antes de estarmos aqui falando sobre a inclusão de personagens e atrizes e atores LGBT+ nas produções, existiam pessoas na rua, literalmente dando “a cara a tapa” para que seus direitos e suas identidades fossem aceitas pela sociedade.

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Lucas Nunes

Sou publicitário formado pela UFSM, mestre e doutorando em comunicação pela UFSM também. Fora isso, apenas alguém apaixonado pelo mundo nerd.

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