Há duas semanas, a DC lançou nos EUA “Generations: Forged #1″ dos escritores Dan Jurgens , Robert Venditti e Andy Schmidt, redefinindo a linha do tempo e o Multiverso da DC e estabelecendo algo chamado de Linearverse, onde os heróis envelhecem lentamente, dando a oportunidade de evolução ao longo do tempo e em uma única Terra, onde tudo aconteceu ali e cada versão de um determinado personagem viveu em algum momento. 

A história é centrada nas primeiras iterações de alguns heróis – Gladiador Dourado, Sinestro, Dr. Luz e outros personagens que são essencialmente suas versões mais antigas. É simples e complicado ao mesmo tempo, mas interessante. E, sim, edição compartilhava um DNA estilo ‘Crise nas Infinitas Terras’, ‘Zero Hora’ e ’52’, e outras histórias do “nível de crise” que redefiniram o Universo DC. 

A equipe de redatores por trás da edição, comentou ao ComicBook alguns detalhes sobre a HQ.

Dan Jurgens comenta que por mais que exista elementos que se conectem, ela não é uma sequência de “Zero Hora”, de 1994.

“Eu não diria que é uma sequência de Zero Hora , porque nós realmente tentamos operar em uma escala menor e permanecer autossuficientes. Tentamos manter uma história muito simplificada que tivesse uma sensação de impacto e deixasse o Universo DC com algo que pudesse construir.” disse Jurgens.

“Zero Hora foi uma história maciça – e magistralmente executada por ninguém menos que Dan Jurgens – e eu não acho que nenhum de nós queria competir com isso. Queríamos que as apostas em Generations fossem enormes, e elas são, mas também queríamos mantê-la próxima e pessoal. É raro você escrever suas próprias regras em um universo compartilhado. Mais do que tudo, nos inclinamos para isso.” acrescenta Robert Venditti.

Os autores comentaram também sobre a ideia de que as realidades sempre estiveram lá, apenas fora de vista, em vez de realmente serem destruídas. E isso na trama é uma revelação para os personagens. Os autores são questionados se seria dessa forma que veem os mundos que são destruídos em cada evento de Crise que veio depois.

“Em um nível pessoal, acho mais difícil aceitar a noção de que planos inteiros da realidade estão sendo destruídos, apenas para serem recriados novamente. “Escondê-los” ou torná-los inacessíveis realmente parece muito mais crível. A quantidade de energia necessária para destruir e recriar universos é tremenda. Além disso, não íamos mudar nada. O Linearverse foi feito para ficar do jeito que tinha sido planejado; um lugar que é o cinturão em torno das histórias publicadas pela DC.” disse Jurgens.

“Uma das coisas que eu geralmente quero fugir como criador é escrever sobre o trabalho de outra pessoa ou dizer que isso nunca aconteceu. Porque aconteceu para o leitor e para os criadores que juntaram essas histórias. São reais e importantes para alguém.” acrescenta Robert Venditti.

Quer entender melhor o que é o Linearverse nos quadrinhos da DC? Leia o texto -deste link-.

Sobre Willyan

Willyan Bertotto

Publicitário. Diretor de Arte, Designer e Batmaníaco. Fã incondicional da DC Comics e pesquisador assíduo desse universo e todas as suas possibilidades de transformação.

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