O ano está acabando, mas alguns redatores do Terraverso resolveram se reunir para falar sobre quais os momentos mais marcantes da DC na última década. Confira abaixo:

Coringa

“Visceral, incômodo e abjeto, Coringa é uma releitura original e possível do maior vilão da cultura pop. Todd Phillips e Joaquin Phoenix exploram uma faceta do Príncipe Palhaço, até então, nunca explorada – mesmo depois de 79 anos de história do personagem.

Em uma época marcada pelo gênero de super-heróis, não é exagero dizer que Coringa é um dos filmes mais interessantes da década. Uma ruptura nas adaptações de quadrinho para o audiovisual.” – Rodolfo Chagas

“O filme chegou para revolucionar o gênero de adaptação de quadrinhos, trazendo uma visão mais realista dessas histórias tão queridas pelo público. Talvez se fosse a origem de qualquer outro personagem não teria o mesmo impacto na indústria, pois para começar algo assim, é preciso chamar a atenção, e Coringa consegue isso desde os primeiros minutos. Com certeza vai inspirar muitos filmes ainda, principalmente as adaptações de HQ, trazendo esse realismo que choca e discute um assunto tão importante da sociedade.” – Gabi Orsini

Action Comics 1000

“A marca, por si só, é uma grande conquista – que legítima o Superman como o maior super-herói da história. Mas a milionésima Action Comics é mais do que um marco. É uma ode ao Homem de Aço e ao sonho de Jerry Siegel e Joe Shuster, repleta de histórias curtas e de levar lágrimas aos olhos mais rápido que uma bala.

Uma edição imperdível para qualquer apaixonado pelo Superman, pela DC, por quadrinhos e pela história.” – Rodolfo Chagas

Os Novos 52

“O lançamento do Reboot dos Novos 52…. Por mais que a proposta fosse aproximar leitores para a DC, no geral, poucas HQs tiveram uma boa receptividade. Lembro apenas de Aquaman sendo lembrada sempre como uma das melhores e que tinha o ilustrador brasileiro Ivan Reis. Mas por outro lado, ele realmente preparou terreno para a fase da DC atual, que é muito melhor e mais atrativa tanto para a antiga geração de leitores, quanto para a nova geração de leitores. Hoje a proposta dos Novos 52 foi essencial para propor a fusão do universo de Watchmen com o universo DC nos quadrinhos, agora recentemente apresentada em Doomsday Clock.” – Will

Batman vs Superman – A Origem da Justiça

“Por mais que existam críticas negativas, que o filme seja picotado, que a Warner acabou tirando 30 minutos de cenas da edição final, considero o filme um marco com efeito bastante similar aos Novos 52. Há uma duplicidade de sentimentos nesses dois momentos.

Além de BvS mostrar o embate dos 2 maiores heróis da editora, foi a primeira vez que vimos a Mulher-Maravilha, Flash, Aquaman e Cyborg. Mesmo que em cenas curtas, com exceção da Mulher-Maravilha que teve mais tempo de tela, essas aparições foram essenciais para mostrar a capacidade da DC em explorar outros heróis. Além disso, foi a estreia do Ben Affleck como o Homem Morcego, surpreendendo positivamente grande parte do público.” – Will

Mulher-Maravilha

“Acredito que se formos citar os melhores momentos da década, é impossível deixar de falar de produções como Mulher-Maravilha, pois o filme além de ter arrecadado boas cifras nas bilheterias no mundo todo, contribuiu para fomentar discussões que envolvem o protagonismo feminino tanto dentro quanto fora da tela.” – Lucas Nunes

“O filme da Princesa de Themyscira tinha a responsabilidade de carregar o peso de 66 anos de história da Mulher-Maravilha, a personagem apesar de fazer parte da trindade, ainda não tinha aparecido nas telas de cinema, até que em 2016 ela roubou a cena em Batman vs Superman, e em 2017 finalmente tivemos a visão de Patty Jenkins, diretora que sempre foi fã da personagem ganhou a oportunidade de tirar o projeto do papel, o amor dela pela por Diana transparece no filme, já que o amor é o grande tema abordado na história.” – Danilo Leite

“Em um meio dominado por homens, a chegada da Mulher-Maravilha de Gal Gadot em Batman vs Superman já acalentou o coração de muitas pessoas. Mesmo com poucas cenas, ela já mostrou o tanto que ter uma mulher heroína importa e é necessário. Depois que Patty Jenkins se uniu a equação, a dupla de mulheres maravilhas revolucionou o gênero nos cinemas. Mulher-Maravilha mostrou o quanto a representatividade importa, e abriu portas que jamais serão fechadas agora, para novos filmes e personagens terem destaque. Mais uma vez, a DC mostrando como representatividade e inclusão importam e fazem sucesso.” – Gabi Orsini

Séries da CW

“Creio que a década da DC foi marcada pela diversidade, principalmente em suas produções live Action. Incluo aqui as séries da CW, onde temos protagonistas mulheres, como a Supergirl, a Batwoman e Sara Lance de Legends of Tomorrow. Além disso, Supergirl foi responsável por nos apresentar a primeira transexual a interpretar uma super-heroína, trata-se de Nicole Amber Maine, a Sonhadora. Ao falarmos de diversidade, também estamos falando sobre questões raciais, assim não podemos deixar de citar Raio Negro, focada em uma família negra e tendo como integrante uma heroína negra e lésbica. (Anissa Pierce).

É uma tarefa difícil escolher alguma obra específica que retrate este cenário dentro da DC, mas devemos ressaltar alguns elementos que compõem este período, como a abertura para estes temas e a receptividade do público (mesmo sabendo que haverão opiniões contrárias). Acredito que a adaptação live action destes personagens retome uma das características das HQs que é a de gerar debates e indagações.” – Lucas Nunes

“Sim sim, sabemos que as séries da CW não possuem uma produção refinada — mas não podemos negar que são divertidas —, mas que é legal ver tantos heróis juntos, ah isso é isso sim. Claro que o conceito de crossover não é novo, mas era algo que não tinha tanto apelo assim. E nessa década podemos ver o Arqueiro Verde, Flash, Supergirl e entre outros personagens juntos, isso ficou guardado no meu coração.” – Marcelo Coelho

“Sua série favorita foi cancelada? Você se apegou a um personagem secundário que não aparece mais? Calma, isso pode ter solução! As Lendas são capazes de recrutar os personagens mais improváveis e desenvolver as narrativas mais absurdas e divertidas. Constantine é um exemplo disso, a série que nem fazia parte do Arrowverso foi cancelada e agora ele se tornou membro das Lendas para tratar de assuntos mágicos que estão afetando a linha do tempo e o destino da humanidade.” – Rebeca Villas Boas

Batman Akham Knight

“Tivemos o prazer de acompanhar a série Arkham durante essa década. Com um personagem tão popular, era de se esperar que o sucesso seria um companheiro desse game. E não foi diferente. Batman Arkham Knight foi um abraço carinhoso no fã, onde tivemos uma boa jogabilidade, com um cenário rico e legal de jogar. Claro que nem tudo são flores — cof cof Batmóvel demais cof cof —, mas o jogo ficou marcado em nossos corações.” – Marcelo Coelho

Young Justice

“Debutando no final de 2010, a série animada é uma prova viva da dedicação de fãs, que fizeram muito barulho para o retorno do seriado após o final da segunda temporada, e o amor pelo time que trabalha na série e continua voltando, entregando nada mais que excelência durante as 3 temporadas. Um verdadeiro presente pra qualquer fã da DC.” – Juan Almeida

“Justiça Jovem explora muito bem cada esquina do Universo DC, além disso ele foi responsável por colocar nos holofotes diversos personagens da DC Comics que não eram muito populares, como por exemplo o Besouro Azul, Aqualad e Miss Marte. Uma das melhores coisas que o desenho faz, é se preocupar com a diversidade, e consequentemente isso enriquece a história.” – Danilo Leite

Os Jovens Titãs em Ação

“O desenho de maior sucesso da DC na era do estilo CalArts, Os Jovens Titãs em Ação são piadas, easter eggs e waffles condensados em episódios de 10 minutos. A animação teve tanto impacto que ganhou seu próprio longa – algo que não acontecia com um desenho do Cartoon Network e da DC em muito tempo. E Os Jovens Titãs em Ação nos Cinemas fez jus a responsabilidade, competindo com gigantes como Aquaman e Guerra Infinita no gênero de super-herói no seu ano de lançamento.

Goste ou não dos Titãs em Ação, você não pode negar que eles são um sucesso absoluto, com indicações em premiações e episódios especiais com bastante repercussão.

Ah! E nós brasileiros ainda temos um super bônus: a dublagem. Além de contar com os dubladores da série original dos Titãs, a dublagem de Marco Ribeiro é impecável. A versão brasileira das músicas é incrível!” – Rodolfo Chagas

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

“No início da década, tivemos o encerramento da trilogia do Batman de Christopher Nolan. Com a inevitável pressão de fazer um filme à altura de seu antecessor, o definitivo filme do Homem Morcego – Batman – O Cavaleiro das Trevas – Nolan cumpriu com maestria a missão de encerrar em grande estilo sua trilogia. Apesar de algumas críticas quanto à decisões criativas e à algumas coreografias desenfreadas, é inegável a grandiosidade do filme, e a era de Nolan e Bale é encerrada em grande estilo.” – Daniel Martins

DC Super Hero Girls

“Essa animação merece ser enaltecida. Em dois formatos, de 2015 um pouco mais infantil e meigo, até a segunda versão de 2019 com mais ação e lições de moral mais desenvolvidas. DC Super Hero Girls foi uma revolução na indústria de brinquedos de heróis para garotas. Tanto em bonecas quanto em acessórios, você pode ter a armadura da Mulher-Maravilha, a marreta da Arlequina ou os aparatos tecnológicos da Batgirl. Eu valorizo muito a diversidade e a representatividade, e é muito bacana ver isso em animações da DC voltadas para o público infantil com qualidade. Eu sou mãe e adoro assistir com a minha filha e brincar com ela.” – Rebeca Villas Boas

Injustice

“Gosto de coisas mirabolantes, e o jogo de 2013 trouxe uma proposta diferente de Batman vs Superman. Heróis e vilões misturados e divididos; Team Batman e Team Super, super lutas e muitas frases de efeito. O jogo (perdi) fez tanto sucesso que foi para as páginas das HQs. A HQ mostra uma realidade que seria adaptada para os cinemas por Zack Snyder, um Superman ditador e um Batman que representa a resistência.” – Rebeca Villas Boas

Arlequina

God bless the Harley Quinn! Se teve uma personagem que se destacou nesses anos foi a Arlequina. Nas animações, HQs e cinema, grande parte desse BOOM se deve a forma como a atriz Margot Robbie abraçou o papel, e já começa a próxima década com lançamento de Aves de Rapina e a Harley a frente do grupo. Nas HQs, fora sua série solo, seu papel em Injustice, já comentado aqui, é especial. A Arlequina rouba a atenção, divertida, comovente e surpreendente. Nas animações nem sei por onde começar; as animações do Esquadrão Suicida, Lego Batman: O Filme, Batman e Arlequina: Pancadas e Risadas, DC Super Hero Girls e sua série solo da DC Universe.” – Rebeca Villas Boas

“Meu momento favorito da DC Comics nesta década é sobre minhas duas personagens favoritas: Harley e Poison Ivy.

Depois de tantos anos de especulação por parte dos fãs, anos de flerte e de pedidos para que isso fosse possível, foi lançada a Harley #15, uma HQ muito importante para a Quinn pelo fato de, além do seu desenvolvimento pessoal e afastamento do Coringa, a DC Comics confirma por meio do seu twitter em uma ask que as duas são “oficialmente namoradas sem todo ciúmes da monogamia”. O que foi incrível para todo mundo que era fã das duas e sabia disso, já que os próprios criadores da Harley queriam desenvolver há muito tempo atrás. Isso significa representatividade na DC Comics, algo que realmente marcou a década, até porque seus personagens vem adquirindo cada vez mais espaços e que a gente tenha isso cada vez mais nos próximos anos.” – Sana

Hanna-Barbera

“Desde o anúncio da série de HQ’s baseadas no universo dos desenhos animados do estúdio Hanna-Barbera, feito em 2016, até o lançamento dos títulos, um a um no Brasil, a curiosidade em saber como cada personagem estava reimaginado e os conflitos que seriam expostos eram atrativos. Se a máxima diz para não julgar um livro pela capa, Os Flintstones, Scooby Apocalipse, Corrida Maluca, Dick Vigarista e Muttley, entre outros, talvez por acessarem uma espécie de inconsciente nostálgico envolveram desde esse momento.

Entre acertos e outros pontos que divergem, não agradam e etc, há qualidades inegáveis como a arte, os temas complexos e sociais que são abordados em alguns títulos, o risco e a liberdade criativa que cada artista investiu para anos depois reinventar aventuras ou origens para determinados personagens famosos e que estão até hoje no imaginário de muitos.” – Leonardo Henrique

Esquadrão Suicida

“Com números significativos em bilheteria e uma estatueta do Oscar muito bem cuidada e exposta na estante da Warner Bros., por si só a soma desses fatos já seriam suficientes para alçarem o filme a um dos mais importantes eventos da década da DC. Mas, a Arlequina de Margot Robbie e tudo o que ela representa desde então como inspiração para uma diversidade de cosplayers, o protagonismo da personagem em outras mídias e a sua fantabulosa emancipação que será apresentada em Aves de Rapina, talvez o principal atrativo que levará o grande público ao cinema, além de ser confirmada em Esquadrão Suicida 2, tudo isso se deu à partir do chute na porta que foi a sua presença no filme no ano de 2016.” – Leonardo Henrique

Doom Patrol

“Doom Patrol, ou… a série de drama, comédia, ficção científica, sobrenatural, e que tem os momentos mais “WTF?” da televisão. A primeira temporada com 15 episódios decide focar bastante na construção de seus personagens, Larry, Rita, Victor, Jane, Cliff e Niles, todos tem o momento de brilhar, porém nenhum deles brilha tanto quanto o Sr. Ninguém, o vilão que merecemos. Doom Patrol te faz rir e chorar, explora coisas reais em que podemos nos conectar, mas também mostra o absurdo, a série é uma das melhores adaptações de quadrinhos, e merece muito mais reconhecimento (quem sabe na próxima década?) – Danilo Leite

“O universo psicodélico da equipe de Niles Caulder e todos os seus membros que são únicos não só pelos seus traumas e poderes diferenciados, mas por juntos trazerem uma história diferente do que se via em relação aos seriados de heróis. Isso abre espaço para que a próxima década não só apenas o clássico e o sombrio tenham oportunidade, mas também mundos psicodélicos como desta que equipe que me apaixonei.” – Ricardo dos Santos

Batman: The Dark Knight Returns – Part 1 e Part 2

“Algumas adaptações que a DC desenvolveu como animação não deram muito certo, mas quando pensamos nas que deram certo, aparece na mente Batman: The Dark Knight Returns – Part 1 e Part 2, a ideia de dividir a história criada por Frank Miller em duas partes foi essencial e permitiu que o quadrinho fosse abordado da forma correta. Ao se adaptar uma obra, se corre o risco de perder algumas algumas coisas pelo caminho, mas esse não foi o caso, as duas partes são ótimas e juntas se tornam uma das melhores animações da DC.” – Danilo Leite

Aquaman

“O meu destaque da década ficaria por conta do trabalho realizado em torno de Aquaman e Mera a partir da mensal do rei dos mares em Os Novos 52 e Renascimento nos quadrinhos, chegando ao seu ápice no incrível filme dirigido por James Wan protagonizado por Jason Momoa e Amber Heard, calando críticos e pessimistas a respeito de todo o trabalho realizado para a produção do longa.” – Ricardo dos Santos

Santuário

“Em pleno século XXI é impossível ignorar doenças como depressão, ansiedade, estresse pós-traumático, e é impossível não pensar que heróis e heroínas não lidem com isso considerando o tanto de violência e pressão que eles sofrem em seus ‘empregos’. A criação do Santuário traz um diálogo necessário de como tratamentos psicológicos e psiquiátricos são importantes, como ter um acompanhamento é necessário para uma vida boa. Mesmo o Superman precisa de alguém para conversar e precisa de ajuda, as vezes, então mostrar esse lado humano de figuras tão heroicas faz refletir porque todos não deveriam cuidar de sua saúde mental também. Para mim, o Santuário foi uma das criações mais importantes da DC na década, é uma questão de saúde pública!” – Gabi Orsini

Novos Heróis e a Representatividade

“Um dos focos da DC nesta década é a grande contribuição da editora na criação de novos personagens que representam, ou, buscam representar os leitores da editora. A começar pela Lanterna Verde Jéssica Cruz, que surgiu em 2014 e que ganhou destaque, em grande estilo, no excelente retorno da Liga da Justiça de Bruce Timm e Paul Dini. Personagem que além de lutar contra o crime, ainda luta contra a ansiedade. Outras personagens femininas como Gotham Girl (Claire Cover) de Tom King e Naomi McDuffie de Brian M. Bendis são heroínas interessantíssimas. Do lado masculino, vale citar Simon Baz, o Lanterna Verde. Nosso amado e querido Aqualad (Jackson Hyde) e também Kid Flash (Wallace West). Todos sendo personagens incríveis. Sem contar o novo agregado da Bat-familia: Luke Fox, o Batwing.

Realmente a DC está criando novas identidades com força e foco na representatividade. Estas novas identidades são muito, mas muito interessantes e agregam ainda mais na qualidade da editora.” – Renan D. C.

Terraverso

“Nasce em 11 de janeiro de 2016 com o nome na época de “Universo DC 52”, uma página no Facebook voltada apenas para conteúdos da DC. Seu criador reuniu fãs da DC dos cantos mais remotos do Brasil para formar sua própria Liga que fundaria o site “udc52.com.br” com matérias autorais e noticias do atual panorama da DC em todos os seus segmentos. Com a mudança de ideias e de formação, o UDC52 morreu, e de suas cinzas a Terraverso se ergueu, exaltando o grande nome da DC Entertainment por todo o Multiverso. Vida longa a Terraverso!” – Rebeca Vilas Boas

Sobre Willyan

Willyan Bertotto

Publicitário. Diretor de Arte, Designer e Batmaníaco. Fã incondicional da DC Comics e pesquisador assíduo desse universo e todas as suas possibilidades de transformação.

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