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Críticas HQ's

Harley Quinn: Breaking Glass | A infância conturbada de Arlequina e Hera Venenosa

Com uma proposta diferente, Breaking Glass apresenta uma versão alternativa e super atual para a infância de uma das personagens mais populares da editora, a Arlequina. Começando com sua chegada em Gotham, suas duzentas e tantas páginas passam em um piscar de olhos enquanto você desvenda as primeiras aventuras de uma garota curiosa, astuta e perigosa.

Sem tempo para perder, o livro já começa com uma Gotham passando por mudanças, para quem conhece o histórico da cidade, pode estranhar a calmaria e promessas de progresso, mas isso é algo que esta prestes a mudar, principalmente com a chegada de Harleen. Com personagens de apoio apaixonantes, você rapidamente passa a se importar por Mama e suas Drag Queens que acolhem uma Harleen desamparada.

Curiosamente, Breaking Glass não é a sua aventura comum e engraçada da Arlequina, enquanto aqui, a personagem mantem tudo que lhe tornou famosa e amada, ela é obrigada a reagir a coisas que apenas uma cidade como Gotham oferece, lidando com uma enorme diversidade entre seus personagens, o livro triunfa em apresentar personagens queers da melhor maneira possível, Mama, o novo guardião de Harleen, é um personagem amável, caricato e muito bem vindo, assim como sua família, que permanece presente ao longo da historia servindo como os professores de Harleen, mostrando para a garota as maravilhas da vida encontradas em pequenos momentos, estes que influenciam diretamente em certas decisões tomadas por ela, boas ou ruins.

Os problemas enfrentados pelos personagens aqui são de escala menor, Harleen precisa salvar sua nova família do despejo, enquanto balanceia suas novas emoções sobre um garoto misterioso que se chama de Coringa. Sua amizade com Ivy nasce da maneira mais sincera possível, Harleen só queria uma amiga, e Ivy estava ali, logo em seu segundo dia de aula a amizade floresce, e juntas, embarcam na missão de derrubar o machismo descarado que propaga Gotham High, sendo principalmente liderado pelo filho mais novo dos Kane.

Sendo os antagonistas do livro, a família Kane serve como uma versão gananciosa dos Wayne em todos os sentidos, mas isso não incomoda, com personalidades de plastico, Mariko Tamaki triunfa em passar a sensação de desconforto que os personagens em volta se sentem na presença da família poderosa, sua verdadeira ameaça vem em cartas de despejo e dividas não pagas, e ao longo das paginas, mais e mais personagens se cansam da dominação e humilhação que a família Kane propaga entre os menos afortunados de Gotham.

Uma participação inesperada mas extremamente importante é a do Coringa, servindo como má influencia para Harleen desde seu primeiro encontro. O palhaço do crime consegue despertar a curiosidade da jovem de uma maneira que nem ela consegue entender, dando um belo contraste para a relação entre Ivy e Harleen, que aqui soa super positiva, saudável e confortável.

Harley Quinn: Breaking Glass é um ótimo conto para uma origem alternativa de uma personagem tão intrigante, descobrir os caminhos e decisões tomadas por Harleen com a ideia de quem ela ira se tornar no futuro é brilhante, com um cenário bem desenvolvido e um grupo de personagens mais diversificado que qualquer outra revista do gênero, trazendo temas relevantes da melhor maneira possível.

Nota:

Harley Quinn: Breaking Glass, EUA – 2019 (Edição unica)
Roteiro: Mariko Tamaki
Arte e Capa: Steve Pugh
Editoria: DC Ink
Data original de publicação: 3 de Setembro de 2019
Páginas: 208

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