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Especial Batman 80 Anos | 15 vezes em que o Batman realmente estava preparado

Batman é, sem dúvida nenhuma, o herói mais badass de todos os tempos. Famoso por seu preparo, o Morcegão virou até sinônimo de feitos impossíveis e um novo adjetivo pra f#d@*.

Claro que, muitas vezes, alguns escritores perdem a mão (como Frank Miller, em uma das falas mais infames de All Star Batman & Robin, “I’m the goddamn Batman”), mas muitos roteiristas e desenhistas conseguiram trazer toda a essência do herói para suas histórias, imortalizando momentos icônicos do cânone do Maior Detetive do Mundo.

Depois de mostrar algumas derrotas memoráveis do Homem-Morcego, o Terraverso separou 15 momentos em que o Batman provou que, realmente, tem muito preparo e dezenas de planos debaixo do manto.

Batman contra Marcianos Brancos

Em New World Order, a Terra é invadida pelos marcianos brancos, que acabam derrotando e prendendo toda a Liga da Justiça – menos o Batman. O líder marciano, desdenhando do homem vestido de morcego, ignora o herói e comenta que Batman “é só um humano”. Superman esboça um riso ainda mais presunçoso e completa “é só o humano mais perigoso da Terra”. O líder marciano sente na pele o peso de sua falha. Ao melhor estilo Duro de Matar, Batman derrota cada membro do grupo de vilões. Yippie Ki Yai, M… arcianos!

Torre de Babel

Torre de Babel é a história clássica onde os planos de contenção de Batman para todos os membros da Liga da Justiça são expostos – e cada herói é derrotado de forma brutal e humilhante.

A história já serviu de argumento para diversas animações da DC, tanto longas como séries de tv. O mais incrível em Torre de Babel é como Batman prova que, com um plano, qualquer um pode ser derrotado – inclusive ele mesmo.

Batman Contra Liga da Justiça

Em diversas ocasiões, o Batman pôde demonstrar os seus planos de contingência contra os membros da Liga da Justiça. Por vezes em lutas conscientes, por vezes manipulados por inimigos, a Liga entrou em rota de colisão com o Morcegão, que continua colecionando vitórias contra a equipe mais poderosa da Terra.

Batman de 66

Não existe Batman mais preparado que a versão do seriado de 66, vivido pelo eterno Adam West. O herói tinha todo o tipo de bugiganga tecnológica que, até hoje, mais de 50 anos depois, continuam distantes da nossa realidade científica.

No longa estrelado por West e Burt Ward, o herói luta contra tubarões pendurado em um helicóptero. Uma situação complicada para qualquer um, certo? Mas não para o Batman, que estava preparado e equipado com seu kit de repelentes aerosol de criaturas marinhas. Além do repelente de tubarão, que salvou a vida do herói, o Morcegão ainda tinha repelentes para barracudas, baleias e arraias – e para mais qualquer coisa que os roteiristas conseguissem imaginar.

No episódio Batman Makes the Scene nosso herói encapuzado deu mais uma prova de seu preparo. Após a invasão da gangue do Pinguim, um ataque de gás do sono deixa Batman e Robin inconscientes enquanto os vilões fogem com todo o dinheiro de um evento de caridade. Ao chegar ao seu destino, porém, o Pinguim encontra… a Dupla Dinâmica – que se lembrou de tomar suas pílulas-anti-gás-do-Pinguim e ainda sabiam um atalho para chegar na frente do malfeitor. Santo preparo, Batman!

O batmóvel de 1966 também é um dos mais memoráveis e simpáticos do cânone do Morcego. Preparado com dezenas de apetrechos, armas e utilitários, curiosamente, poucos se lembram seu acessório mais importante: o cinto de segurança. Acontece que o cinto de segurança só começou a se tornar obrigatoriedade pras montadoras em 1961, e apenas no Wisconsin. Em 1967 França e Reino Unido aderiram. De 1968 a 1970, foi a vez da República Tcheca, Suécia, Japão e Austrália. Nos Estados Unidos, as leis variam de estado para estado mas, em 68, a obrigatoriedade se tornou lei em todo o território americano.

Batman nunca dava partida no batmóvel sem antes lembrar da importância dos cintos de segurança – com direito a um belo plano detalhe dos heróis prendendo as fivelas. O uso do cinto nos bancos da frente só começou a ser obrigatório para paciente e motorista em 1970, na Austrália. Batman, um homem preparado – e á frente de seu tempo. Aprendam com o homem mais preparado da Terra, crianças: usem o cinto de segurança.

Batman vs Superman

Uma das batalhas mais memoráveis do Homem-Morcego. No último volume de The Dark Knight Returns, o Superman – agora uma arma voluntária do Governo Americano – é enviado para deter um Batman velho e impaciente. Contando com a ajuda de uma superarmadura blindada, de kriptonita em forma gás e do Arqueiro Verde, Bruce faz o Homem de Aço se dobrar para um humano. O confronto seria adaptado anos mais tarde por Zack Snyder em Batman vs Superman.

Esta não foi a única nem a última vez que os amigos se enfrentariam e que Batman sairia como vencedor. Outras batalhas memoráveis entre 2/3 da Trindade da DC aconteceram durante os 80 anos de existência dos personagens. Em Silêncio, Superman acaba sendo infectado por Hera Venenosa e o Cruzado de Capa precisa enfrentá-lo no subsolo de Metrópolis. Hera também controlou toda a Liga da Justiça no arco Poison Ivy Loves Everyone, escrito por Tom King.

A equipe também já foi envenanada pelo Coringa no arco Endgame, o último de Scott Snyder em Batman – Os Novos 52, e o Morcegão precisou sitiar Gotham e ativar todos os seus planos de contingência – em especial, para enfrentar um Superman ensandecido e violento. O Coringa também já manipulou o Homem de Aço sem a ajuda de nenhum composto químico. Em “Lois Lane Envenada pelo Coringa“, como o título sugere, a grande paixão de Clark acaba envenenada pelo Príncipe Palhaço do Crime, que entra em coma, com poucas horas de vida.

Desesperado por uma cura e tomado pelo ódio, Superman invade o Asilo Arkham disposto a matar o Coringa. Batman, sem condições de matar o kriptoniano (e suspenso no ar pelo pescoço), acaba usando do diálogo e lógica para impedi-lo. No final, Lois Lane se recupera e os heróis descobrem que era um plano do vilão para fazer o Superman quebrar sua moral e cometer um assassinato. Claro, nem precisamos falar de Injustice, onde os atos do Coringa acabam envolvendo o Batman e o Superman em uma guerra pela ordem mundial.

Recentemente, Batman e Superman se enfrentaram em uma das várias Terras negativas do Multverso Sombrio. Nela, Batman se vê obrigado a infectar-se com um vírus Darkseid, que o faz ter mutações que transformam seu corpo. A nova forma bestial derrota facilmente o Homem de Aço, mas acaba consumindo toda a vida terrestre.

Batman e Ás

Uma das metahumanas mais poderosas do Universo DC, Ás cruzou o caminho do Batman em 2 ocasiões na animação Liga da Justiça.

Nos episódios de Wild Cards, a Liga da Justiça enfrenta o Coringa, a Arlequina e a Royal Flush Gang e correm contra o tempo para desativar bombas espalhadas por Las Vegas. O plano, na verdade, era uma distração. A verdadeira intenção do Coringa era atingir picos de audiência gigantes com sua transmissão ao vivo para usar os poderes de Ás – telepatia, telecinese e manipulação da percepção – para deixar milhões de telespectadores loucos. Batman invade o covil do Coringa e, sem condições de enfrentar o palhaço e os poderes de alteração mental, Batman apela para a estratégia: expõe para Ás que o Coringa guardou o único equipamento que poderia controlar seus poderes, uma tiara criada pelo Cadmus que a manteve cativa durante toda a sua infância.

O segundo encontro da dupla ocorre em Liga da Justiça Sem Limites, no episódio “Epilogue“. Em um flashback de Amanda Waller, relembramos uma história envolvendo o Homem-Morcego, quando Ás perde o controle sobre seus poderes. Com poucas horas de vida devido a um aneurisma, a metahumana cria um mundo distorcido e impenetrável. Waller, então, dá carta branca para executar Ás – que Batman prontamente recusa. O herói aceita a missão suicida de se aproximar da garota, acalmando-a e permanecendo ao seu lado até sua morte. Batman estava preparado para ajudar uma criança traumatizada, assim como ele.

Batman cantando Solidão

No episódio Esta Porquinha de Liga da Justiça Sem Limites Batman e Zatanna são obrigados a realizar uma parceria ingrata com a feiticeira Circe para ajudar Mulher-Maravilha – transformada em porquinha pela própria vilã.

O preço, no entanto, é alto: Batman promete entregar para Circe algo único, oculto, nunca mostrado a ninguém, de “estraçalhar a alma”. O Morcego, então, canta em público – no melhor estilo “um banquinho e um microfone” – uma música intitulada Solidão. Qualquer herói pode estar preparado para enfrentar um arqui-inimigo, um grupo de supervilões, uma ameaça interplanetária… Mas quantos estão preparados pra mandar um Acústico MTV Unplugged ao vivaço? É pra poucos amigos, é pra poucos. Batman só não estava preparado mesmo pra assumir um romance com a Mulher-Maravilha, que nunca se concretizou na série animada – e até hoje dói na lembrança de muitos fãs.

Batman Vs KGBesta

As 10 Noites da Besta é um dos arcos de história mais subestimados do Batman. Além de ser uma história deliciosa de ler (escrita por Jim Starlin e com desenhos de Jim Aparo). Com uma boa dose de maniqueísmo à lá Guerra Fria, a história é o debut do vilão KGBesta – um assassino profissional de alta performance do serviço secreto soviético.

KGBesta pode ter virado um vilão de quinta importância no cânone do Morcego, mas em sua origem Starlin o criou como um desafio supremo ao intelecto do Batman. Matando todos os seus alvos com muita estratégia e habilidade, KGBesta utiliza métodos refinados de execução – de envenenamentos a decapitações – e é um exímio lutador. Batman se vê obrigado até a sequestrar o presidente Ronald Reagan para salvá-lo do russo. No fim do arco, a Besta e o Morcego se enfrentam no esgoto, e o vilão acaba preso em uma câmara nos subterrâneos. Sem saída, KGBesta desafia Batman para um duelo mano-a-mano, para descobrirem quem é o melhor lutador. Batman, no entanto, calcula que se KGBesta fosse derrotado e entregue ao governo americano, no fim, acabaria salvo pela Embaixada da Rússia e mandado de volta para seu país, voltando a cometer assassinatos pouco tempo depois. Batman, então, deixa KGBesta preso e… simplesmente vai embora. A história acaba com Batman, em sua limousine, voltando para a mansão Wayne com cara de decepção.

Pois é, Batman não estava apenas preparado para derrotar um adversário tão terrível quanto KGBesta… Batman teve preparo suficiente para quebrar seu código por seu país. Mas não se desespere! Apesar da polêmica decisão de Starlin, Batman não é um assassino dentro do cânone. Em Batman Ano Três, Marv Wolfmann incluí uma passagem onde Bruce revela a Dick Grayson que horas depois ligou para a polícia para informar o paradeiro de KGBesta. Nosso querido Bruce Wayne segue sem matar seus vilões, a URSS não existe mais e KGBesta hoje não tem credibilidade nem pra assaltar barraquinhas de hot-dog. Os Estados Unidos seguem “great again”.

Batman vs Capitão América

No crossover JLA/Avengers, Batman e Capitão América realizam um dos encontros mais interessantes entre os heróis das editoras. Frente a frente e em pose de batalha, os heróis se estudam pacientemente e leem perfeitamente os movimentos um do outro – quase uma Batalha de Mil Dias entre os Cavaleiros de Ouro de Saint Seiya.

No fim, ambos decidem optar por uma trégua, visto que não precisavam ser adversários e que seria uma luta muito equilibrada.

Batman contra Líder Mutante

No auge de sua aposentadoria, enfrentar um inimigo de força colossal não é fácil.

No clássico Cavaleiro das Trevas, Batman volta aos negócios anos depois de abandonar o manto e seu primeiro desafio é acabar com a Gangue Mutante. O Velho Morcego arma o cenário para derrotar o Líder Mutante na frente de seus seguidores, desmoralizando-o e acabando com a confiança do grupo. Em uma batalha com enorme desvantagem física, na lama, cercado por uma torcida com apoio total ao adversário, Batman vence usando apenas a estratégia, experiência e resistência.

Batman, mesmo com o corpo fragilizado, vence – e jogando fora de casa. Viva o Morcegão!

Batman contra Darkseid

Darkseid é uma das formas de vida mais terríveis dos quadrinhos justamente por seu desprezo pela vida em si. Um conquistador déspota armado com a Equação Anti-Vida, Darkseid foi o grande antagonista de Crise Final.

No final da saga, Darkseid e Batman se encontram para um embate psicológico, moral e físico. Batman abre mão de sua regra de não usar armas de fogo e dispara um projétil no peito do vilão. A bala de Radion – uma substância tóxica para os Novos Deuses – acerta Darkseid em cheio, mas Batman também recebe um tiro de raios Ômega.

Máquina de Clones

Entre o fim de Os Novos 52, os eventos de Convergência e com o segundo longa do DCEU chegando aos cinemas para consolidar aquele que seria o universo cinematográfico da editora nos cinemas, os heróis da DC passaram por muitas mudanças em seu status quo. Goste ou não, mudanças são necessárias, seja para preparar os personagens para o trabalho de novos escritores ou para atualizar as histórias – afinal, é necessário discutir o presente, tornar estes personagens quase centenários em contemporâneos.

Pois bem, a confusão do run de Batman na transição de Novos 52 pra Convergência é destes furdúncios necessários. Após a morte de Batman e do Coringa no final de Endgame, Gordon assume o manto do Morcego – na verdade, a armadura cibernética do Morcego. Descobrimos ao longo das edições que Batman se preparou para uma eventual morte da maneira mais Batman possível: com uma máquina de clones. Cada clone possuiria as mesmas habilidades físicas e cognitivas de Bruce Wayne e uma sobrevida de 27 anos para combater o crime. E, além disso, Batman também se preparou para uma eventual chance de voltar á vida. Em Batman #49, um Bruce Wayne sem memória usa um artifício para fazer o “download” de todo o conhecimento e memórias de Batman, voltando assim para a vida de combate ao crime. Nem mesmo a morte conseguiu pegar o Batman despreparado. A sua morte, pelo menos…

Missão de Fé

Em Batman Volume 5 edição 38 foi publicada “Missão de Fé“, uma história curtinha que acompanha o herói em um caso envolvendo o Coringa. Um companheiro de cela do palhaço acaba realizando um sequestro orientado pelo vilão, que queria encontrar o Homem-Morcego novamente. A vítima é uma garotinha, presa no porta-malas de um carro que está no deck de um navio prestes a afundar e protegido por um exército de capangas.

Batman e Coringa conversam no Asilo Arkham e, após descobrir o paradeiro da criança, o herói parte para o resgate. A história corta para algumas horas depois, com Batman novamente visitando o Coringa, para informá-lo que seu plano fracassou. O vilão, pouco surpreso, diz que “depois dessa, você nunca vai perder a fé de novo”. De fato, este é um dos maiores trunfos do Batman: nunca perder a fé.

Batman e as xícaras trocadas

Grant Morrison é um escritor que sabe reforçar o caráter badass do Batman. E no arco Batman RIP o radar badassômetro quase explode, já que não faltam provas do preparo do Morcegão.

Além de enfrentar vilões e grupos de criminosos e ricaços, o Batman luta contra um esgotamento físico e psicológico calculado friamente para colocar um ponto final definitivo em sua vida de vigilante. Em Batman RIP o herói realiza feitos incríveis, como saltar em um helicóptero em movimento, escapar depois de ser enterrado vivo e… beber chá.

Em uma batalha mental, Batman é convidado a beber chá – porém, o chá está envenenado. O Morcegão, então, aproveita uma piscada de seu rival para trocar as xícaras em velocidade quase imperceptível.

Invadiu e escapou do Arkham – muitas vezes!

O Asilo Arkham para Crimonosos Insanos é um dos piores lugares para se ficar preso no Universo DC. Diferente de Iron Heights, Blackgate ou mesmo da Zona Fantasma, o Arkham não é só uma prisão, mas um manicômio. E você não fica apenas preso – você fica preso com algumas das piores personalidades da ficção. Sobreviver no Arkhan é insalubre, um desafio impossível. E multiplique esse desafio por mil se você for o Batman.

A galeria de vilões do Batman é a mais infame da cultura pop. São alguns dos personagens mais criativos e únicos da ficção, que em comum só possuem a insanidade e o ódio pelo Homem-Morcego. E não foram poucas ás vezes que o herói teve que enfrentar toda a loucura do Arkham – seja preso na instituição, ou tendo que invadí-la por vontade própria.

Em filmes, animações e jogos, o Batman já enfrentou o labirinto lunático que é o Arkham e saiu com vida. A grande pergunta é: até quando o Batman estará preparado para enfrentar a loucura de Arkham sem se tornar um de seus pacientes?

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